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Em menos de 48 horas a Anthropic fez dois movimentos grandes. No dia 30 de junho lançou o Claude Sonnet 5, um modelo médio focado em rodar agentes de forma autônoma e mais barata. No dia 1 de julho reativou globalmente o Claude Fable 5, o modelo mais capaz dela, depois que os Estados Unidos derrubaram um controle de exportação que tinha tirado o modelo do ar.
Se você usa Claude Code, Claude.ai ou a API no dia a dia, seu leque de modelos e o seu custo mudaram essa semana. Bora ver o que aconteceu e, principalmente, o que fazer com isso na prática, do jeito certo.
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- Categoria Pai: Tecnologia
- Categoria: Inteligência Artificial
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Você rodou um git pull rotineiro hoje de manhã. Um repositório que parecia confiável, um servidor que você já tinha usado antes. Não digitou senha nenhuma, não respondeu a nenhum prompt. E mesmo assim, em teoria, código de um estranho pode ter rodado na sua máquina antes de qualquer autenticação acontecer. A culpa não é sua: é de uma biblioteca minúscula que você provavelmente nem sabia que estava ali, embutida no Git, no curl e no PHP.
Essa biblioteca é o libssh2, e a falha tem nome: CVE-2026-55200, nota CVSS 9.2, com prova de conceito pública desde o dia 27 de junho. Neste artigo você vai entender o que de fato acontece por baixo do handshake SSH, como descobrir em menos de um minuto se a sua máquina e a sua pipeline estão expostas, e o que fazer ainda hoje para fechar essa porta.
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Segunda-feira, 14h. Você larga tudo pra ver o Brasil contra o Japão, nos 16 avos de final, no NRG Stadium em Houston. A bola rola, a torcida grita e dá pra jurar que ali tem só futebol. Não tem. Existe uma camada de engenharia rodando em cada lance dessa partida, e a maioria dos torcedores não faz ideia de que ela está lá.
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Em março de 2026 o TSE publicou a Resolução 23.755, que pela primeira vez colocou regras de inteligência artificial dentro da campanha eleitoral: conteúdo sintético tem que ser rotulado, deepfake fica proibido na reta final do pleito e quem não cumpre paga multa de R$ 5 mil a R$ 30 mil. Em junho, o próprio tribunal já tinha registrado denúncias envolvendo o uso de IA. A régua mudou, e de quebra virou um problema de engenharia.
Se você constrói qualquer plataforma onde mídia circula, detectar conteúdo sintético deixou de ser curiosidade e passou a ser requisito. E o primeiro passo é o mais contraintuitivo: parar de confiar no olho humano. Detecção que funciona não acontece na percepção, acontece no domínio da frequência e na geometria das sombras. Bora ver como provar isso com Python, na prática.
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Você abre o ChatGPT pra resolver um bug, pede um resumo pro Gemini, gera uma imagem e segue o dia. Pergunta honesta: existe alguma lei no Brasil dizendo o que essas ferramentas podem ou não podem fazer com os seus dados, com o seu trabalho, com a sua cara? A resposta, em junho de 2026, ainda é um não. Existe um projeto pronto, votado no Senado, mas ele está parado na Câmara faz mais de um ano.
Enquanto o Brasil discute, o resto do mundo já se dividiu em três caminhos bem diferentes. A Europa escreveu a lei mais dura do planeta e agora está recuando em parte dela. Os Estados Unidos foram pro lado oposto e estão em guerra interna entre o governo federal e os estados. E o Brasil ficou no meio, com um texto que copia o modelo europeu mas que emperrou num ponto só: direitos autorais. Bora entender onde cada um está, sem juridiquês, e o que isso muda pra quem usa e pra quem constrói IA.
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Catar e Suíça, 14 de junho, área de San Francisco. Aos 14 minutos, o árbitro marca pênalti pra Suíça depois de checar um lance de impedimento. Só que o gráfico 3D que deveria mostrar a linha de offside na sua TV simplesmente não apareceu. A FIFA admitiu depois: foi uma falha técnica breve que impediu a geração da animação. Gary Neville foi pro microfone e disparou: "transparência? Então provem que era impedimento". Ian Wright completou: "isso é um escândalo".
Pega esse detalhe, porque ele resume a Copa de 2026 inteira. Pela primeira vez, uma parte enorme das decisões que você vê em campo passa por uma cadeia de inteligência artificial: uma bola com chip dentro, 16 câmeras por estádio, avatares 3D de cada jogador e um alerta que vai direto no ouvido do auxiliar. Quando funciona, ninguém percebe. Quando falha por 30 segundos, vira caso de Estado. Bora destrinchar essa máquina por dentro, do sensor da bola até a IA que escreve o relatório do jogo.
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Você subiu o servidor MCP, expôs as tools direitinho, testou com o inspector e estava tudo lá. Aí foi plugar o seu app Java como cliente e nada. O listTools() volta uma lista vazia, ou pior, a chamada fica pendurada até estourar o timeout. Você revisa o servidor, revisa de novo, e o servidor está certo. O problema está do lado do cliente, e quase sempre tem nome: transporte errado.
Esse é o erro número 1 de quem escreve um cliente MCP em Java hoje. Usar o SSE legado contra um servidor que fala Streamable HTTP, ou chamar listTools() antes do initialize(). A conexão até abre, mas nenhuma capability é negociada, e tool nenhuma aparece. Bora resolver isso de vez, com o código certo para cada caso, usando o MCP Java SDK 2.0 que saiu como GA em junho.
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Tem uma flag que metade dos pipelines de CI carrega há anos sem ninguém lembrar por quê: -noverify. Alguém colocou lá em 2017 pra "acelerar o startup" pulando a verificação de bytecode, o build ficou verde, e ninguém mais tocou. Até o dia em que você troca a imagem base pra eclipse-temurin:27 e o container simplesmente não sobe. Nos logs, uma linha seca: Unrecognized option: -noverify.
O JDK 27 parou de ser tolerante com quatro opções antigas de launcher: -noverify, -Xverify:none, -noclassgc e -verifyremote. Elas estavam depreciadas (com aviso) desde o Java 13, e agora viraram erro fatal: a JVM nem inicia. Se alguma sobreviveu num Dockerfile, num argLine do Surefire ou numa run config de IDE, o build vai parar de subir bem na hora do upgrade. Bora ver onde isso se esconde, como varrer o projeto antes e como arrumar direito.
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Imagina a cena: você só trocou a tag da imagem Docker de eclipse-temurin:26 para eclipse-temurin:27. Não mexeu em uma linha de código, não tocou em nenhuma flag da JVM, não mudou o requests.cpu do pod. Faz o deploy, vai tomar um café, e quando volta aquele microsserviço de 1 vCPU está gastando mais CPU e a latência sob carga começou a oscilar feio. O time de SRE abre um chamado, o time de dev jura que não mudou nada. E os dois estão certos.
O culpado tem nome: JEP 523, que chega no JDK 27 e faz o G1GC virar o coletor de lixo padrão em todos os ambientes, inclusive nos containers de 1 CPU que hoje rodam SerialGC sem você nem saber. O JDK 27 entrou em Rampdown Phase One em junho e tem GA marcada para 14 de setembro de 2026. Ou seja, tem uma janela curta pra você medir seus pods sub-dimensionados antes que esse default mude embaixo deles. Bora entender o que muda, como detectar e como fixar isso direito.
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Era quase meia-noite de sexta-feira, 19 de junho de 2026, quando vários celulares em Curitiba começaram a tocar sozinhos. Não foi um toque qualquer: era a sirene estridente dos alertas extremos, aquela que dispara mesmo com o aparelho no silencioso. Na tela, sob o cabeçalho "DEFESA CIVIL", uma única palavra, sem chuva, sem temporal, sem instrução de abrigo: "Misantropia". Quem recebeu descreveu o mesmo: susto, confusão e a sensação de que algo muito errado estava acontecendo.
A reação imediata foi lógica. Se a tela diz "Defesa Civil", então o sistema da Defesa Civil mandou, certo? E se mandou uma palavra dessas, foi invadido. Foi essa a leitura que correu pelas redes na madrugada de sábado (20), com gente afirmando que "invadiram o sistema de alertas do governo" e até que "todos os celulares do Brasil" receberam. Acontece que a história técnica por trás dessa tela é mais interessante (e menos apocalíptica) do que o pânico sugere. Como Tech Leader, aprendi cedo que a aparência de um sistema raramente prova sua origem, e este caso é um exemplo de manual disso.
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- Escrito por: Jorge Demetrio
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